Confira 7 dicas para escolher o imóvel ideal para sua família

Fazer uma mudança e buscar um imóvel ideal para sua família é uma verdadeira aventura. Há diversas opções no mercado e você pode ficar perdido em meio a tantas ofertas. Mas afinal, como escolher da melhor forma o imóvel perfeito para a sua família diante de todas essas possibilidades?

Calma aí que nós reunimos as principais dicas para te ajudar a ter sucesso na busca do imóvel ideal, evitando assim uma série de dores de cabeça. Confira abaixo!

1. Defina o que sua família precisa

O primeiro passo é definir o que sua família precisa em um imóvel hoje. São vários os itens que devem ser postos na balança na hora de buscar por um imóvel no mercado. Quantas pessoas realmente morarão na residência? Qual o número de banheiros necessários? E o tamanho da sala, cozinha e outros cômodos? O quarto principal precisa ser uma suíte?

Para decidir quais são as suas necessidades, é preciso verificar o tamanho e composição de sua família. Por exemplo, um jovem casal sem filhos pode contentar-se com uma residência de um quarto. Por outro lado, se estão planejando a chegada de mais um integrante, é preciso dois quartos. Já para quem tem filhos pequenos, pensar na infraestrutura é uma regra. Por exemplo, parquinho e brinquedoteca de um condomínio podem ser fatores relevantes.

Já para um casal com filhos adolescentes ou adultos, é preciso que cada um deles tenha seu próprio quarto na casa, pois já é necessário um grau maior de privacidade. Antes mesmo de sair em busca de imóveis no mercado, é preciso que defina todos os pontos de necessidade de sua família, assim como também os desejáveis, que poderão ser utilizados para desempate quando você gostar de mais de uma opção.

Ou seja, é preciso pesar se o imóvel é bem localizado, se tem piscina e garagem, se a vizinhança é agradável, entre outros pontos que podem não ser essenciais, mas podem valorizar mais um imóvel do que outro.

2. Escolha entre casa e apartamento

Não importa se você vai alugar ou comprar, escolher entre uma casa e um apartamento é um dos principais dilemas de quem vai se mudar e está buscando por uma nova residência.

Esse é um daqueles casos clássicos de “gato ou cachorro”. Existem pessoas que amam uma opção e odeiam outra, e vice e versa. Cada opção tem suas vantagens e desvantagens, sendo que cabe a você decidir o que melhor se encaixa em suas necessidades.

Casa

Muitas pessoas só sentem privacidade de verdade quando moram em uma casa, na qual, dentro dos limites de seu terreno, elas são a lei. Afinal, pode-se fazer o que quiser sem se preocupar com regras de um condomínio — respeitando sempre os seus vizinhos, é claro.

Em um espaço como esse, você pode contar com um jardim e ser livre para criar um pet livre de qualquer problema, ou ter de ficar levando ele para passear constantemente. Além disso, pode-se ter várias plantas e realizar qualquer tipo de benfeitoria dentro do espaço de sua propriedade.

Mesmo que não haja a necessidade de realizar pagamentos de taxa condominiais, é preciso lembrar que toda a manutenção da propriedade deverá ser feita por você e, por isso, guardar algum dinheiro pode ser uma boa ideia.

Apartamento

O apartamento é uma das principais opções para quem busca privacidade e segurança. Dentro de um condomínio, você precisa preocupar-se apenas com o interior de sua propriedade, sendo que toda a manutenção do prédio é realizada por alguém contratado.

Inclusive, mesmo que haja a necessidade do pagamento da taxa condominial, a segurança de morar em um condomínio pode compensar os valores pagos, uma vez que é bem menor a chance de furtos em apartamentos.

Já a proximidade com os vizinhos pode criar laços de amizade bem legais. Caso você tenha filhos, eles poderão não apenas aproveitar a infraestrutura do local como também conhecer mais pessoas e brincarem com os amigos em segurança.

Outro ponto importante é que muitas pessoas hoje mantêm um pet em casa e, se você é uma delas, é preciso uma atenção maior. Verifique sempre as regras do condomínio em relação a animais, pois alguns locais não aceitam sua presença.

Como vimos, não há resposta certa quando o assunto é casa ou apartamento. O ideal é que você escolha a opção que mais se encaixe com seu estilo de vida e necessidade de sua família.

3. Não perca tempo

Uma das principais dicas que temos para você é não perder tempo. Afinal, ao realizar uma busca por imóveis, é comum a pessoa se deparar com diversas opções de todos os tipos e até ficar curiosa para realizar algumas visitas. Porém, caso o imóvel não tenha as características necessárias para a sua família, não adiantará visitá-lo, pois você apenas perderá seu tempo e, consequentemente, o do proprietário ou corretor.

Para que isso não aconteça, você pode iniciar uma lista de imóveis durante a sua busca com uma classificação que possa indicar o quanto o imóvel se encaixa em suas necessidades, levando em conta preço, localização e outras características.

Assim, poderá programar visitas apenas aos mais interessantes e mais bem classificados da sua lista, evitando perder tempo com imóveis que podem até parecer bacanas, mas que não vão cumprir com sua demanda.

Além disso, após realizar as visitas, você pode atribuir uma nova nota para cada uma das propriedades visitadas, melhorando assim a sua capacidade de decisão final acerca de qual é o imóvel ideal para a família.

4. Busque pelos defeitos

Não importa o que o proprietário ou o representante da imobiliária possa falar para você, nem todo imóvel é perfeito. Qualquer que seja a propriedade e onde ela esteja localizada, vão haver problemas.

A pergunta aqui é: os problemas que o imóvel apresenta podem causar um incômodo que faça o negócio deixar de valer a pena? Caso a resposta seja sim, descarte aquela propriedade de suas buscas. Para encontrar os defeitos existentes em um imóvel, é preciso realizar uma visita a cada uma das propriedades que você separou. Infelizmente, o proprietário ou representante da imobiliária pode não querer passar para você quais são os problemas do imóvel.

Isso é natural, uma vez que ele pode ter medo de perder o negócio, ou já ter perdido anteriormente por abrir o jogo. Mesmo que pareça desonestidade, cada um está apenas tentando vender seu peixe da melhor forma possível.

Ao realizar uma visita, você deve ficar atento a vários pontos para encontrar defeitos. Em alguns casos, pode ser até que você consiga algum desconto por conta de imperfeições.

Algumas coisas que podem incomodar em um imóvel são a proximidade com casas de show ou bares, ruas muito movimentadas, distância de pontos de ônibus, locais de difícil acesso, entre outros pontos.

5. Tenha calma

Não se afobe na hora de escolher por um imóvel. O mercado ainda está em recuperação e várias propriedades estão surgindo todos os dias, então, não cometa o erro de acabar tomando uma decisão precipitada e acabar se arrependendo.

Com frequência, o que parece um bom negócio em um determinado momento pode se tornar uma grande dor de cabeça logo mais na frente. Por exemplo, muitas pessoas estão optando por realizar o financiamento de imóveis sem ter a entrada e, para isso, realizando empréstimos com altos juros.

Com isso, você pode acabar se afundando em dívidas e ter de se desfazer do imóvel no futuro para poder arcar com seus compromissos, ou não ter a capacidade de pagar pelas parcelas e empréstimos realizados para a compra. O ideal é guardar uma reserva para evitar esse tipo de situação. Portanto, jamais tome atitudes no impulso e faça o negócio com calma para evitar qualquer tipo de problema no futuro.

Para quem aluga, o fator tempo pode não ser tão importante, mas também é preciso ficar atento. Caso você feche um mau negócio, é preciso cumprir com o contrato até o final, ou pagar uma multa para sair do imóvel.

Analise sempre todas as suas opções com muita calma e, caso o proprietário ou corretor diga que já há outras pessoas interessadas, não se afobe. Muitas vezes, é apenas uma jogada para que você feche o negócio. Caso o imóvel acabe saindo do mercado, não se preocupe, pois logo outro surgirá e pode até mesmo atender melhor às suas expectativas do que o anterior.

6. Faça um planejamento

Independentemente se você vai alugar ou comprar um imóvel, é preciso realizar um planejamento de suas ações. No caso da compra, isso significa reservar o dinheiro para a entrada, estipular um preço máximo para a propriedade, prazos de mudança, reformas antes de mudar-se, entre outros.

Isso evita que você acabe frustrado com sua tentativa de compra, ou passe por problemas após o fechamento do negócio. Por exemplo, reformar um cômodo da residência enquanto se está ocupando o espaço pode não ser uma boa ideia.

No caso na compra, é preciso lembrar também que o dinheiro para entrada não é o único valor necessário na hora de um financiamento. É preciso arcar também com a documentação do imóvel, taxas de avaliação, cartório e transferência de propriedade, entre outros itens que podem exigir uma boa quantia.

Já para quem aluga, também é preciso ter um bom planejamento financeiro para que tudo dê certo. Geralmente, quem está alugando já se encontra em outro imóvel alugado e tem um prazo para sair. Caso desrespeite a entrega do imóvel, há uma multa diária que pode pesar no seu bolso. Por conta disso, é preciso planejar muito bem o aluguel para evitar dores de cabeça.

Ademais, é necessário procurar por um fiador, ou por uma seguradora que realize o chamado “seguro fiança”, estudar todas as exigências do proprietário ou imobiliária e separar o calção.

7. Verifique a documentação necessária

Pode parecer trivial, mas a documentação é um dos principais empecilhos em um negócio imobiliário e, caso você não conte com qualquer um dos documentos necessários, pode ser que o negócio seja inviabilizado.

No caso da compra à vista, pode ser necessário apresentar uma série de documentos no cartório na hora de realizar a transferência do imóvel. Por conta disso, o ideal é entrar em contato com o local antes e buscar informações acerca de todas as exigências, pois isso evita a perda de tempo.

Já para a compra por meio de financiamento, cada instituição bancária mantém seu próprio processo de análise e, por conta disso, você deve procurar diretamente um atendente e entender quais são as exigências com relação à documentação de compra.

O aluguel é um processo mais simples, mas nem por isso você deve descuidar dos documentos. Geralmente, quando o processo é realizado por meio de imobiliárias, existe uma extensa lista de papéis exigidos para que o contrato de locação possa ser assinado.

Independentemente de compra ou aluguel, durante a busca pelo imóvel, já procure saber quais são as principais exigências com relação à documentação e deixe tudo separado para ganhar tempo na hora de fechar o negócio.

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